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Liga dos Campeões (Quartas de Final): Kaká deixa o banco, muda o jogo e comanda vitória do Real sobre Apoel

Alguns poderão criticar José Mourinho por ter deixado Kaká no banco de reservas. Outros poderão exaltá-lo por ter colocado o brasileiro no "momento certo" em campo. Fato é que o camisa 8 esteve acima das críticas e dos elogios e foi o grande nome da vitória do Real Madrid sobre o Apoel, por 3 a 0, nesta terça-feira, no GSP Stadium, em Nicósia, pelo duelo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões.

Titular durante os 90 minutos no último sábado, pelo Campeonato Espanhol, Kaká começou a partida como suplente - Higuaín e Benzema foram os titulares, assim como Özil, que estava suspenso. Ele e o lateral-esquerdo Marcelo entraram aos 17 minutos do segundo tempo. Foi o suficiente para mudarem a cara do jogo, de truncado para resolvido, muito graças à assistência perfeita para Benzema abrir o placar e ao gol do meia, em linda jogada do camisa 12. O atacante francês ainda completou o placar no fim e encaminhou a classificação.

Desta forma, o time de José Mourinho poderá até ser derrotado por dois gols de diferença que avançará às semifinais da Champions. Uma improvável repetição do placar a favor dos cipriotas leva o confronto para a prorrogação. A partida de volta acontecerá na próxima quarta-feira, dia 4, no Santiago Bernabéu, às 15h45m (de Brasília).

Real cria pouco; Benzema erra por muito

O Real Madrid teve a bola em 70% do tempo, não foi ameaçado uma vez sequer, mas saiu de campo na etapa inicial sem ter a certeza de que havia jogado bem. Com Marcelo e Kaká no banco de reservas - e com Higuaín e Benzema no ataque -, os merengues encontraram dificuldades principalmente na criação das jogadas. E, por isso, contaram nos dedos as chances que tiveram para marcar o tão importante gol fora de casa nos confrontos de mata-mata.

O termômetro do time foi Nuri Sahin. Substituto de Xabi Alonso, suspenso, o turco foi o responsável por duas oportunidades daquelas dos visitantes. A primeira, no entanto, saiu dos pés de outro turco, mas com sotaque alemão: Özil. O camisa 10 obrigou Chiotis a realizar boa defesa, aos 11, aproveitando sobra de primeira.

A criatividade de Sahin foi importante aos 27. Ele deu ótimo passe para Cristiano Ronaldo, que chegou em velocidade e bateu com força. Chiotis espalmou. Na sequência, aos 33, um lance incrível. O português devolveu a "caridade" ao turco, que cruzou à meia altura para Benzema. O problema é que o francês não se entendeu com a bola e a isolou, lembrando jogadas dignas do quadro "Inacreditável F.C.".

O próprio Cristiano Ronaldo voltaria a incomodar os cipriotas antes do intervalo. Aos 43, Özil puxou contra-ataque pela direita e entregou ao camisa 7, que concluiu de primeira e viu a bola passar perto. Era pouco.

Brasileiros entram e decidem

A aplicação defensiva dos donos da casa se manteve no início do segundo tempo. O Real praticamente estagnou-se, chegava em jogadas esporádicas e sem sequer colocar o goleiro rival para trabalhar. Mourinho se viu obrigado a mexer, e colocou os brasileiros que tinha à disposição.

Coincidentemente ou não, as entradas de Kaká e Marcelo melhoraram o rendimento dos merengues. Aos 21, Cristiano Ronaldo cobrou falta na barreira, mas a bola quase sobrou para Sergio Ramos definir de calcanhar. O brasileiro William Boaventura afastou o perigo.

Na 18ª finalização veio o gol. Aos 28, quando já sufocava, os merengues abriram o placar: Marcelo iniciou a jogada pela esquerda e entregou para Kaká, que cruzou na medida para Benzema, dessa vez, não decepcionar. De cabeça, o camisa 9 mandou a bola para o fundo das redes.

Apesar da bonita reação por parte da torcida local, o Real Madrid comandou o jogo até o fim. Aos 30 e 32, Chiotis salvou gols certos de Cristiano Ronaldo e Benzema. Mas ele nada pôde fazer com o bombardeio na sequência: aos 37, Marcelo tabelou com o português, avançou e, mesmo após sofrer pênalti, cruzou para Kaká completar.

Kaká e Marcelo já eram os nomes do jogo, mas Benzema também resolveu entrar na lista no fim. Aos 44, Cristiano Ronaldo iniciou uma rápida trama, que terminou nos pés do atacante francês após bonito passe de Özil: 3 a 0 e a classificação para lá de encaminhada.

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