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Alunos do IFMT fazem passeata para protestar contra greve de professores

Cerca de 400 alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) realizaram uma passeata pelas principais avenidas de Cuiabá nesta segunda-feira (11) em protesto contra a greve dos professores da instituição, que aprovaram um indicativo de paralisação. Os professores devem decidir em assembleia nesta quarta-feira (13) o dia em que vão iniciar a greve.

Após realizar a manifestação, os alunos do IFMT se reuniram em assembleia no campus Coronel Octayde Jorge da Silva para avaliar o indicativo de greve nos institutos federais e debater sobre a conjuntura dos problemas na educação, tanto em nível nacional, bem como a situação local. “Motivados não só pelo indicativo de greve dos institutos federais, mas pela greve da UFMT, nós resolvemos fazer um ato a favor da educação e encerramos aqui no ginásio do campus Cuiabá para uma assembleia, onde nós vamos discutir a relevância do nosso protesto”, informou Gabriel Pinheiro, diretor estadual da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Segundo Pinheiro, os alunos não estão contra as reivindicações dos profissionais do IFMT. Porém, eles não concordam com a greve neste momento por causa da possibilidade de atraso no calendário escolar. “Nós não estamos contra as revindicações dos professores que pedem mais investimentos na educação. Mas, a greve pode prejudicar os alunos neste momento", avaliou.

De acordo com Roni Rodrigues, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), seção sindical de Cuiabá, os técnicos e professores do IFMT já aprovaram o indicativo de greve em assembleia nacional. Segundo ele, cerca de oito campi do instituto federal já aprovaram indicativo de greve e a partir do dia 13 os professores, técnicos e representantes do sindicato vão se reunir para decidir a data para a greve começar.

“Somente os campi de São Vicente, Sorriso, Campo Novo do Parecis não aprovaram ainda o indicativo de greve”, avaliou o sindicalista. Conforme o presidente do sindicato, os trabalhadores do institutos federais estão revindicando além da reestruturação da carreira dos profissionais do IFMT, que incluem técnicos administrativos e professores, a recomposição de perdas salariais e melhorias das condições de trabalho, informou o sindicato.

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