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Chávez oficializa candidatura e promete respeitar resultado das urnas

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, formalizou nesta segunda-feira (11) sua candidatura às eleições presidenciais de 7 de outubro, no último dia de prazo, afastando rumores de que poderia não concorrer à reeleição devido a seu estado de saúde, abalado por um câncer descoberto no ano passado.

Vestindo um abrigo com as cores da bandeira venezuelana e uma boina vermelha, Chávez deixou o Palácio Miraflores, sede do governo, em cima de um caminhão e chegou à Praça Caracas, local da sede do Conselho Nacional Eleitoral acompanhado das filhas, do irmão Adán Chávez, do vice-presidente Elias Jaua e membros do governo.

O mandatário entregou pessoalmente os documentos que oficializam a inscrição como candidato à reeleição e se comprometeu diante de seguidores “a reconhecer os resultados das próximas eleições presidenciais de 7 de outubro”.

“As eleições tem que ser mais que o tradicional carnaval eleitoreiro, por isso estive estruturando esta proposta de governo 2013-2019. Das minhas entranhas, entrego este documento para seguir dando cada vez mais solidez às instituições da República”, disse ao entregar o plano de governo, uma das exigências para a candidatura, segundo o jornal venezuelano “El Nacional”.

‘Acabou a gasolina’
O candidato adversário Henrique Capriles Radonski, que no domingo reuniu opositores numa caminhada pelas ruas de Caracas antes de oficializar a candidatura, ironizou a ida de Chávez de caminhão ao órgão eleitoral, a cerca de dez quadras, em sua conta no Twitter.

“E esse candidato não caminha, acabou a gasolina! Como o poder muda algumas pessoas! O que vem é um futuro melhor de progresso!”, postou Capriles.

No poder desde 1999 e convalescente de um câncer diagnosticado há um ano, Chávez foi obrigado a diminuir seu ritmo de atividades. Ele havia dito que compareceria pessoalmente ao Conselho Nacional Eleitoral para entregar a sua inscrição, após rumores de que não oficializaria a candidatura devido ao seu estado de saúde, cujos detalhes não são divulgados pelo governo.

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