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Eurocopa 2012 (Grupo A) - 1º rodada: Em ‘caldeirão de Varsóvia’, goleiro reserva salva Polônia contra Grécia

Polônia e Grécia não são seleções famosas por um futebol de alto nível. No entanto, fizeram na abertura da edição 2012 da competição uma partida digna de gigantes e com emoção de sobra. No moderno e lotado Estádio Nacional de Varsóvia, os donos da casa contaram com forte apoio da torcida, saíram na frente, mas acabaram permitindo o empate helênico no segundo tempo: 1 a 1. A partida ofereceu à Euro seu primeiro herói: o goleiro polonês Tytoń, que foi a campo depois de o titular, Szczęsny, ser expulso. Em seu primeiro lance na partida, o arqueiro suplente pegou um pênalti e evitou a derrota de seu país.

Os dois gols da partida foram parecidos, com falhas dos goleiros. O da polônia teve Lewandowski, principal destaque do time, eleito craque da partida, como autor. O da Grécia foi feito por Salpingids.

O resultado, válido pela primeira rodada do Grupo A, manteve o incômodo tabu para os anfitriões da Euro. Nas duas últimas edições, em 2004 e 2008, Portugal e Suíça, assim como a Polônia agora, saíram sem sentir o gostinho da vitória em seus domínios.

Caldeirão polonês

Depois do show da cerimônia de abertura, que encantou a todos no estádio, um outro show - este nas arquibancadas. Mostrando um patriotismo impressionante, torcedores poloneses cantaram o hino de pé e segurando seus cachecóis alvirrubros.

Para ajudar ainda mais, o estádio, com a cobertura fechada, parecia, de fato, uma panela de pressão. E nesse clima, sob um barulho ensurdecedor dos fãs que não paravam de gritar “Polska, Polska, Polska”, a seleção da Polônia começou o jogo de forma intensa, encurralando os gregos e criando oportunidades atrás de oportunidades.

A mais clara delas veio logo aos quatro minutos. O meia Murawski pegou rebote na entrada da área e obrigou o goleiro grego Kostas Chalkias a se esticar todo e espalmar para escanteio.

Gol do Borussia Dortmund

Essa blitz polonesa acabou dando resultado aos 18 minutos. E numa jogada que ajudou o Borussia Dortmund a ganhar os dois últimos títulos do Campeonato Alemão: cruzamento do meia Kuba e cabeçada mortal do atacante Lewandowski.

A dupla da equipe germânica contou também com a colaboração de Chalkias, que saiu mal do gol, permitindo que o camisa 9 polonês levasse o estádio Nacional de Varsóvia ao delírio.

“Jeszcze jeden!”


O gol não diminuiu o ritmo dos donos da casa, que, sob os gritos de “Jeszcze jeden!” (uma espécie de “mais um”, em polonês), seguiram criando chances.

E se a vida da Grécia já estava difícil – acuado, o time do técnico português Fernando Santos até conseguia ter mais posse de bola, mas só conseguia ameaçar a meta rival em esporádicas jogadas aéreas -, o árbitro Carlos Velasco Carballo complicou ainda mais no fim do primeiro tempo.

Após contra-ataque, Murawski se jogou na frente do zagueiro Sokratis Papastathopoulos aos 44. O juizão espanhol enxergou falta na jogada e mostrou o segundo amarelo ao defensor grego que, assim como toda a equipe, saiu de campo reclamando efusivamente da arbitragem. Os helênicos ainda pediram um pênalti aos 46, alegando mão de Perquis – que não houve.

Polônia volta devagar, e Grécia empata

Na volta para o segundo tempo, mesmo com um homem a mais, a Polônia entrou num ritmo mais cadenciado. E acabou pagando caro por isso logo aos seis minutos, curiosamente, numa jogada muito parecida com a do gol marcado na etapa inicial.

O lateral-direito Torossidis cruzou para o centroavante Gekas. Ao tentar cortar o lance, o goleiro Szczesny, do Arsenal, se atrapalhou com o zagueiro Wasilewski e a bola sobrou para Salpingids. O atacante do PAOK, que havia entrado no intervalo na vaga de Ninis, de carrinho, empurrou para o gol vazio.

Festa dos poucos gregos que, por instantes, calaram os barulhentos poloneses no abarrotado Estádio Nacional de Varsóvia.

O tento sofrido deu uma leve desanimada nos anfitriões que, embora seguissem donos do jogo, viam os gregos chegarem com mais perigo do que no primeiro tempo.

Goleiro reserva salva a Polônia

E, aos 24, o lado vermelho e branco ficou mudo. Após lançamento despretensioso, Salpingidis entrou como um raio na área e acabou derrubado por Szczesny. Pênalti tão claro que o arqueiro do Arsenal nem reclamou quando recebeu o vermelho.

No entanto, os deuses gregos pareciam estar do lado polonês. O goleiro reserva Tyton, que entrou na vaga do meia Rybus, defendeu o pênalti cobrado pelo experiente capitão Karagounis. Delírio alvirrubro.

Em igualdade de condições, poloneses e helênicos se lançaram ao ataque em busca do gol da vitória, que acabou não saindo. Mas, mesmo sem um vencedor, a primeira partida da Eurocopa deixou a impressão de que o torneio promete, no mínimo, muita emoção. Não por acaso, as duas equipes saíram de campo aplaudidas.

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