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Emprego na indústria recua 0,3% em abril, mostra IBGE

O emprego na indústria brasileira registrou queda de 0,3% em abril, na comparação com o mês anterior, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com abril de 2011, o emprego recuou 1,4% - o sétimo resultado negativo seguido nesse tipo de comparação e o mais intenso desde dezembro de 2009 (-2,4%).

Nos primeiros quatro meses do ano, a queda é de 0,9%. No mesmo período do ano passado, a baixa havia sido de 0,2%. O indicador acumulado nos últimos 12 meses registrou queda de 0,1% - o primeiro resultado negativo desde julho de 2010.

Na comparação anual, a quantidade de trabalhadores na indústria recuou em 9 dos 14 locais pesquisados pesquisados pelo IBGE. O pior resultado partiu de São Paulo, que mostrou queda de 3,6%, seguido da região Nordeste (-2,5%), Ceará (-3,6%), Bahia (-3,7%) e Santa Catarina (-1,2%). Na contramão, registraram aumento no emprego as indústrias do Paraná (4,1%) e de Minas Gerais (1,1%).

Por setor, o emprego industrial recuou em 13 das 18 atividades pesquisadas, com destaque para o setor de vestuário (-7,9%), produtos de metal (-5,6%), têxtil (-6,2%), calçados e couro (-5,3%), papel e gráfica (-3,9%), madeira (-8,6%) e borracha e plástico (-3,4%). As pressões positivas foram verificadas nos setores de alimentos e bebidas (3,4%), máquinas e equipamentos (3,0%), indústrias extrativas (4,4%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (2,0%).

Salários
Ovalor do salário dos trabalhadores caiu 0,5% frente março - a segunda taxa negativa seguida, acumulando nesse período perda de -1,1%. Na comparação com o mesmo período de 2011, o valor da folha de pagamento real cresceu 4,2% - 28º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. No ano, o índice acumula alta de 4,5% e, nos últimos 12 meses, 3,8%.

Na comparação com abril do ano anterior, o valor da folha de pagamento real avançou 4,2%, com resultados positivos nos 14 locais pesquisados, com destaque para Minas Gerais (9,7%) e Rio de Janeiro (13,0%).

Setorialmente, os salários cresceram em 11 dos 18 setores, com destaque para máquinas e equipamentos (9,4%), alimentos e bebidas (6,6%), meios de transporte (6,2%), papel e gráfica (11,6%) e indústrias extrativas (10,5%). Por outro lado, borracha e plástico (-3,2%), vestuário (-3,6%), produtos de metal (-1,9%) e calçados e couro (-3,8%) exerceram as principais pressões negativas sobre o total da indústria.

Horas pagas
Em abril, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria caiu 0,8% sobre março - a segunda queda consecutiva. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número de horas pagas recuou 2,1%, a oitava taxa negativa seguida nesse tipo de comparação e a mais forte desde novembro de 2009 (-3,1%). No ano, o índice acumula queda de 1,4% e, em 12 meses, de 0,8%.

Já na comparação com abril de 2011, o número de horas pagas mostrou recuo de 2,1%. Foram registradas taxas negativas em 12 dos locais e em 14 do total de ramos pesquisados. As maiores influências partiram de vestuário (-8,0%), têxtil (-7,1%), produtos de metal (-4,8%), calçados e couro (-4,6%), borracha e plástico (-3,6%), papel e gráfica (-3,7%) e metalurgia básica (-5,3%). Na contramão, estão máquinas e equipamentos (2,3%), "que exerceu a contribuição positiva mais relevante sobre o total da indústria", alimentos e bebidas (0,8%) e indústrias extrativas (3,9%).

Entre as regiões pesquisadas, São Paulo, com queda de 4,5%, apresentou a principal influência negativa sobre o total do país, seguido pela região Nordeste (-2,3%), Rio Grande do Sul (-2,0%) e Bahia (-3,8%). Por outro lado, Minas Gerais (1,6%) e Paraná (1,9%) exerceram as contribuições positivas no total do número de horas pagas.

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