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Eurocopa 2012 (Grupo A) - 1º rodada: Roleta russa atropela República Tcheca na Eurocopa: 4 a 1

Foi da Rússia o melhor futebol do primeiro dia de Eurocopa. Mesmo que com alguns momentos de sonolência, mesmo que com eventuais falhas defensivas, o time comandado por Dick Advocaat foi envolvente no ataque. Girando feito uma roleta (uma roleta russa), embaralhou a República Tcheca e goleou por 4 a 1 nesta sexta-feira, em Breslávia.

Destaque para Dzagoev, autor de dois gols, e para Pavlyuchenko, que foi a campo na etapa final para fazer mais um e dar o passe para outro. Shirokov também marcou. Pilar descontou para os tchecos.

Com o resultado, é da Rússia a liderança do Grupo A da Eurocopa, já que Polônia e Grécia empataram por 1 a 1 em Varsóvia. A República Tcheca fica na lanterna ao fim da primeira rodada.

Roleta russa

A Rússia foi a campo sustentada por 14 jogos de invencibilidade - sequência que lhe rendeu algum respeito na Europa, mas ressalvado pela lembrança de que faz décadas que o país não consegue incomodar de verdade no continente. Os primeiros minutos de jogo nesta sexta-feira referendaram os incrédulos com a seleção de Dick Advocaat. Na largada da partida, foi a República Tcheca quem atacou.

Nada de muito empolgante, é bem verdade. Mas os tchecos trocaram passes na frente, avançaram em bloco, chegaram a preocupar a Rússia. Em vão. Como um gato à espera do movimento do inseto a ser abatido, o time de Arshavin foi fatal. Em um piscar de olhos, já estava na frente.

Quando a República Tcheca começava a ter motivos para se animar, a Rússia marcou. Foi aos 14 minutos. Zyryanov, pela direita, mandou na cabeça de Kerzhakov, que acertou a trave. O alívio tcheco durou um segundo. No rebote, Dzagoev concentrou todos os músculos de seu corpo em um chute seco, potente, fora do raio de Cech.

Aí começou a aparecer a roleta russa. Os meias mostraram uma movimentação pouco comum ao futebol do país. Pareciam girar em torno de um eixo, chamado Arshavin, e em busca de um ponto final, Kerzhakov. A República Tcheca, precisando casar a necessidade ofensiva com os cuidados defensivos, ficou a ver navios.

E levou o segundo gol. Arshavin, livre pelo lado esquerdo, recebeu, pensou na vida, analisou a crise europeia, contou os torcedores nas arquibancadas, teve tempo de fazer o que bem quisesse antes de acionar, em diagonal, os colegas que migravam para a área. A bola caiu nos pés de Shirokov. Foi dele o complemento: 2 a 0.

Era cedo - apenas 23 minutos de jogo. Em vez de diminuir o placar, a República Tcheca teve que cuidar para não levar mais. Até o final do período, o predomínio continuou sendo russo.

Reação, depois goleada

O jogo parecia decidido. Só parecia. A República Tcheca buscou forças onde parecia não ter. E conseguiu diminuir cedo no segundo tempo. A partida ganhou nova carga.

O sistema defensivo da Rússia deu bobeira aos seis minutos. Plasil ganhou liberdade para dominar e perceber a boa chegada de Pilar, às costas da zaga. O passe foi preciso. E o meia conseguiu driblar o goleiro Malafeev antes de empurrar a bola para o gol.

Renasceram as emoções da partida. Ela ficou aberta: lá e cá, lá e cá. A diferença é que a Rússia conseguia chegar até o portão da área adversária. Kerzhakov, repetidas vezes, poderia ter aumentado a vantagem de sua equipe. E, repetidas vezes, errou.

Dick Advocaat cansou de ver seu atacante perdendo gols. Saiu Kerzhakov, entrou Pavlyuchenko. Enquanto isso, crescia a República Tcheca, ora com chegadas perigosas, ora com chutes de longe. Era viva a possibilidade de mais um gol.

Dito e feito. Mas para a Rússia. Pavlyuchenko, em um de seus primeiros gestos na partida, acionou Dzagoev. Ele encaixou mais um chute forte, cruzado, sem esperança para Cech. Era a vitória russa.

Mas a vitória viraria goleada. E novamente com Pavlyuchenko. Ele recebeu na entrada da área, avançou com a bola e mandou uma pancada. Cech, coitado, ficou mais uma vez sem ter santo para rezar diante da roleta russa.

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