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Eurocopa 2012 (Semifinal): Espanha bate Portugal nos pênaltis, vai à decisão e pode fazer história


A Espanha terá a oportunidade de fazer história na Eurocopa. Nesta quarta-feira, em Donetsk, na Ucrânia, a Fúria venceu Portugal por 4 a 2, nos pênaltis, e se garantiu na final do torneio pela segunda vez consecutiva. No tempo normal, empate por 0 a 0. Caso conquiste a taça, a seleção será a primeira a conquistar o bicampeonato da competição. O adversário da atual detentora da taça sairá do duelo entre Itália e Alemanha, que vão se enfrentar nesta quinta-feira, às 15h45m (de Brasília), em Varsóvia, na Polônia. O confronto será transmitido ao vivo pela TV Globo, Sportv e GLOBOESPORTE.COM. O site também acompanha em Tempo Real.

Vale ressaltar que o vencedor do confronto entre alemães e italianos já estará classificado para a Copa das Confederações do ano que vem, que será disputada no Brasil. Desde 2008, a Espanha só ficou fora da final de uma competição que disputou: a Copa das Confederações de 2009, disputada na África do Sul. De lá para cá, o time figurou nas decisões da última edição da Eurocopa e da Copa do Mundo de 2010. Nas duas, a equipe ficou com o troféu.

Nos pênaltis, a Espanha foi beneficiada pelos erros de João Moutinho e Bruno Alves. Xabi Alonso também desperdiçou para a Fúria. Cristiano Ronaldo, que seria o último batedor do time luso, sequer executou a sua cobrança. No fim, festa dos espanhóis.

Primeiro tempo igual em Donetsk


O primeiro tempo do confronto em Donetsk foi equilibrado. A Espanha com a tradicional busca pela posse de bola, e Portugal na caça por um contra-ataque fatal, principalmente nas investidas de Nani e Cristiano Ronaldo. Os estilos tiveram altos e baixos durante a etapa inicial. Na primeira parte, a Fúria comandou as ações.

De fato, o time de Vicente del Bosque teve mais posse de bola e buscou o gol. A chance mais clara aconteceu aos oito minutos. Iniesta tabelou com Jordi Alba e cruzou para a área. Negredo se enrolou com a bola, que sobrou para Arbeloa, completamente livre na meia-lua. O lateral finalizou de primeira e mandou rente ao travessão.

Portugal tinha dificuldades para sair jogando e marcava atrás da linha do meio de campo. A primeira chance dos lusos aconteceu aos 23. E foi numa finalização de Cristiano Ronaldo, por cima do gol de Casillas. A partir daí, a equipe de CR7 tomou coragem e passou a pressionar a saída de bola da Espanha. A iniciativa surtiu efeito.

Os espanhóis passaram a ter dificuldade para sair jogando e chegaram a rifar bolas em direção ao ataque. E foi após um chutão de Piqué que a Fúria quase abriu o marcador. Aos 28, Negredo recebeu na área e esperou a chegada de Xavi, que rolou para Iniesta. O meia chutou colocado e a bola raspou o travessão, batendo por cima da rede do gol de Rui Patrício.

Mas a pressão de Portugal também quase deu certo na etapa inicial. Aos 31, João Moutinho aproveitou saída errada de Jordi Alba e lançou para Cristiano Ronaldo. O atacante dominou na entrada da área e chutou de canhota. Casillas se esticou todo para tentar a defesa, mas a bola passou rente à trave esquerda da Fúria.

No fim do primeiro tempo, Fábio Coentrão caiu na provocação do goleiro reserva Pepe Reina e fez gestos obscenos para o banco da Espanha. Avisado pelo quarto árbitro, o turco Cüneyt Çakir advertiu o português com o cartão amarelo.

Tudo igual no segundo tempo


Portugal percebeu que o segredo para incomodar a Espanha era pressionar no campo de defesa dos rivais. E foi com essa postura que os lusos voltaram para o segundo tempo, sempre buscando os contra-ataques com CR7 e Nani. A Fúria até tinha mais posse de bola, mas não conseguia chegar de forma efetiva ao gol de Rui Patrício.

A paciência de Del Bosque com a atuação irregular de Negredo acabou aos oito minutos da etapa final. Sem ter finalizado uma bola sequer no gol de Portugal, o atacante foi sacado para a entrada de Fàbregas, titular no triunfo por 2 a 0 sobre a França. Mas a primeira chance de gol foi portuguesa. Hugo Almeida chutou de fora da área por cima do travessão de Casillas. A tática portuguesa atrapalhava os planos da Espanha. A equipe de Del Bosque não conseguia trocar passes a partir da intermediária lusa. E sempre que roubava a bola, o grupo de CR7 & Cia. partia em velocidade para o ataque. Paulo Bento ainda inverteu o posicionamento de Cristiano Ronaldo e Nani. O primeiro passou a jogar pela direita, e o outro, pela esquerda.

A Espanha voltou a assustar Portugal aos 23. Xavi aproveitou saída de bola errada na intermediária e soltou a bomba. Rui Patrício defendeu no meio do gol. Cristiano Ronaldo teve três oportunidades de marcar em cobranças de falta. Duas delas foram por cima do gol de Casillas, e a outra foi cortada com a mão por Arbeloa, que chegou a levar cartão amarelo. Em uma das cobranças, CR7 foi obrigado a ouvir os gritos de Messi da torcida espanhola. Faltando três minutos para acabar o tempo normal, Del Bosque sacou Xavi e apostou na entrada de Pedro. Alteração que muitos em Donetsk não entenderam, principalmente pela qualidade do apoiador do Barcelona, um dos destaques da Fúria.

Espanha é superior a Portugal na prorrogração

No tempo extra, a Espanha permaneceu com a posse de bola, e os portugueses seguiram buscando um contra-ataque para matar o jogo. Mas o cansaço e o medo de levar um gol tiraram a ousadia das duas seleções de atacar o adversário com mais intesidade. Aos 13, o lance mais perigoso da prorrogação. Jordi Alba fez uma ótima jogada pela esquerda e colocou Iniesta na cara do gol. O meia chutou, e Rui Patrício defendeu, evitando o tento espanhol.

No segundo tempo, o cansaço português era visível. E foi justamente no desgaste dos rivais que a Espanha tentou buscar o resultado ainda na prorrogação. Em um lance rápido, Pedro foi lançado em profundidade e perdeu tempo ao tentar driblar um rival já dentro da área. A zaga lusa afastou o perigo.
Moutinho e Bruno Alves perdem pênaltis, e Espanha está na final

Antes das cobranças, as duas seleções fizeram correntes no centro do gramado. Enquanto o time luso ficou ao redor do trio do Real Madrid, formado por Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão e Pepe, a Fúria se uniu em prol de uma vitória. Tudo para buscar o bicampeonato do torneio. A equipe venceu a última edição, em 2008.

Logo na primeira cobrança, Xabi Alonso bateu bem e Rui Patrício caiu no canto correto para defender. No lance seguinte, João Moutinho cobrou para intervenção de Casillas. Tudo igual na Donbass Arena, em Donetsk. A partir daí, até a penúltima série, todos acertaram. Penúltimo cobrador português, o zagueiro Bruno Alves correu para a bola e acertou o travessão. E ficou para Fàbregas a missão de decidir o confronto. O jogador do Barcelona bateu no canto, acertou a trave, mas converteu a cobrança e colocou a Espanha na final da Eurocopa pela segunda vez consecutiva.

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