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Menino levado pelo pai para os EUA chega ao Brasil

O menino de três anos de idade que foi levado pelo pai para os Estados Unidos em janeiro voltou nesta quinta-feira para o Brasil. O filho de Isabel Bierrenbach e Márcio Sicoli desembarcou com a mãe por volta das 10h no Aeroporto Internacional Tom Jobim. De acordo com a prima de Isabel, Juliana Bierrenbach, ele foi recebido com festa pela família. "Éramos umas 15 pessoas. Levamos faixas, balões, confetes, para o aeroporto", disse ela.

O garoto havia sido levado os Estados Unidos, onde Sicoli mora, sem o consentimento da mãe. Na segunda-feira, o juiz Scott M. Gordon, da Corte Superior da Califórnia em Los Angeles, decidiu que o menino deveria voltar para o Brasil.

Segundo Juliana, Isabel e o filho chegaram cansados da viagem, mas aliviados. "A viagem foi longa, eles saíram de Los Angeles e foram até Miami, onde pegaram o voo para o Rio. A chegada foi às 9h55. Eles estavam cansados, mas felizes", afirmou ela. "Num primeiro momento, ele (o menino) ficou assustado, quando ele viu aquele monte de confete, muitas câmeras, jornalistas. Mas, depois que Isabel pegou-o no colo, ele ficou mais tranquilo. Depois, já estava brincando com a avó materna, a qual ele é muito ligado, e com um dos tios", disse.

De acordo com Juliana, a família sofreu muito ao longo dos meses em que o garoto ficou com o pai nos Estados Unidos. "Nós todos estamos muito cansados. Foram quase seis meses de muita batalha. Não só deles lá nos Estados Unidos, nós aqui também. Nos falávamos todos os dias pela internet", afirmou ela.

A decisão do juiz americano foi baseada no respeito a uma corte internacional segundo a convenção de Haia. De acordo com o advogado de Isabel, Jean-Pierre Gallelli, "a mãe conseguiu, em novembro de 2011, a custódia provisória da criança". O caso, portanto, não seria de jurisdição de um tribunal da Califórnia. Márcio Sicoli poderá pedir a guarda do filho na Justiça brasileira.

O advogado explicou que, como provas, foram apresentadas uma série de e-mails do casal, em que ambos concordavam com a permanência da criança no Brasil. Os dois ainda foram testemunhas durante a audiência realizada na segunda-feira.

Sicoli e Bierrenbach, ambos brasileiros, casaram-se no Brasil e se mudaram para a Califórnia, onde nasceu a criança. O pai, que treina as bicampeãs olímpicas Walsh e May nos EUA, levou o garoto para passar férias com ele e não o devolveu.

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