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Números de furtos aumentam em toda a região noroeste paulista

Por causa de uma mudança na lei brasileira, que dá o direito a liberdade a quem é preso por causa de furto, o número deste crime aumentou em todo o noroeste paulista, principalmente em furtos a veículos.

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança do Estado mostram que os furtos de veículos aumentaram 40%, em Birigui (SP). Foram 74 casos registrados entre janeiro e abril deste ano e 54 nos quatro primeiros meses de 2011.

Em São José do Rio Preto (SP), foram registrados 463 furtos de veículos entre janeiro e abril deste ano. Em 2011, no mesmo período, foram 339, um aumento de 36%. Na capital, o aumento foi de 8%, com cerca de 15 mil furtos este ano e quase 14 mil no mesmo período do ano passado. Já a média no Estado é 5%.

Nem as travas elétricas e o alarme intimidaram os bandidos que quase furtaram o carro da revisora Renata de Almeida. Eles forçaram a porta, quebraram a maçaneta, mas não conseguiram levar o veículo. “É um susto muito grande na hora que você coloca a mão para abrir o carro e a maçaneta não está ali. Mas depois vem um alívio ao ver que nada de grave aconteceu”, afirma.

A Polícia Civil afirma que está trabalhando para combater as quadrilhas. Para o delegado Cristiano de Oliveira Mello, a punição é leve para quem comete esse tipo de crime. “Quando há o flagrante, o delegado vai atuar a pessoa em flagrante. Agora a lei determina que em caso de furto simples, mesmo de um veiculo, temos de dar a fiança e, se a pessoa pagar, vai responder o processo em liberdade”, diz o delegado.

A Polícia Militar tem intensificado a ronda nos locais onde acontece a maioria dos furtos, mas os donos dos veículos também podem ajudar tomando alguns cuidados. “Se tiver uma contribuição por parte da pessoa em colocar o veículo em locais iluminados, colocar obstáculos, como trava, alarme, trava de câmbio, vai inibir a ação do bandido”, explica o major Eurico Alves Costa.

A lei que garante o benefício da fiança para quem comete furto não se aplica a roubos, em casos em que há violência ou ameaça contra as vítimas. Neste caso, o preso em flagrante permanece detido até o julgamento.

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