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Roda o VT: A loteria das reprises; susto no Gugu; e Silvio Santos "ao vivo"

A metáfora de futebol é um clichê dos mais batidos, mas neste caso é interessante utilizá-la. Vamos lá.

Costuma-se dizer, quando uma decisão de futebol empata e vai para a cobrança de pênaltis, que ali impera o imponderável, que é uma verdadeira loteria. Porque é imprevisível e, no momento dos chutes, qualquer coisa pode acontecer em razão da tensão do momento e das condições dos atletas, da bola e de outros tantos fatores.

Quando a televisão reprisa alguma de suas produções, também pode acontecer essa mesma imprevisão. Nem sempre as emissoras marcam gol reprisando suas novelas.

- "Roque Santeiro", uma das novelas de maior sucesso da história da teledramaturgia, a primeira trama brasileira a ser lançada em DVD. Quando a Globo a reprisou alguns anos atrás, patinava na audiência, sendo constantemente derrotada pelo "Chaves".

- "Amigas e Rivais", uma novela de audiência não muito boa, exibida na faixa noturna, em época de vacas magras do SBT. Reprisada recentemente no horário da tarde, alcançou audiência superior à da primeira apresentação.

- "Vidas Opostas", produção que alcançou altos índices em um passado próximo na Record, fracassou em sua reprise encerrada há uma semana. Tanto que a emissora compactou mais de 50 capítulos em 1 para por fim à reexibição.

- "Pantanal", maior sucesso da dramaturgia da Manchete. Reprisada pela própria emissora, atingiu baixos índices. Reexibida tempos depois pelo SBT com alarde, atingiu ótima audiência.

Para cada um desses exemplos (e existem muitos outros), há uma explicação diferente. Horários, perfis de público e até mesmo o próprio momento de cada emissora refletem na audiência. Não é porque um programa é um sucesso consagrado que dará audiência em qualquer horário ou dia em que for exibido. Da mesma forma, um programa considerado ruim pode dar muita audiência e fracassar terrivelmente se alterada sua exibição.

O mesmo raciocínio se aplica aos remakes. Tal como as reprises, se baseiam na boa fama que a versão original tem com o público e apostam na repetição daquele sucesso. "Carrossel" está aí para provar como a coisa funciona.

É injusto falar em loteria, quando há tanto trabalho envolvido. Mas a comparação parece interessante.

TV ao vivo pregando peças

Gugu e sua equipe foram traídos ontem pela situação absolutamente inesperada de um dançarino cair no chão em pleno palco, sofrendo convulsões, durante um número musical. O apresentador manteve a calma e seguiu o programa em frente, afinal, o show deve continuar.

O problema é que a cena do homem sendo socorrido acabou aparecendo na tela por poucos mas suficientes segundos para que até o mais distraído telespectador pudesse notar algo de estranho acontecendo.

A intenção de continuar com a atração, sem uma interrupção brusca, foi boa. Ninguém se desesperou (com exceção de uma secretária de palco, ao fundo, visível somente na resolução de 16x9 da transmissão em HD), nem gritou, não houve pânico e o rapaz foi atendido rapidamente.

Mas, como as câmeras acabaram mostrando a emergência, teria sido melhor que Gugu desse alguma satisfação no programa sobre o estado de saúde do dançarino (embora fosse de se supor de que tudo ficara em ordem, afinal, em caso contrário nem haveria clima para seguir com a atração). Mas nada foi dito.

Somente no Twitter o diretor-geral do Programa do Gugu, Homero Salles, explicou aos seus seguidores que estava tudo bem.

Silvio ao vivo nas ruas

Não é bem ao vivo, já que o "Programa Silvio Santos" é gravado. Mas estreou no último domingo (17) sem alarde um novo quadro da atração em que, do palco, Silvio comanda via ponto eletrônico as ações de um ator na rua, que faz propostas inusitadas às pessoas, pedindo favores absurdos como comprar a cueca que o sujeito está vestindo ou o sapato de uma velhinha.

Richard Vaun é o nome do ator, que creio ser estreante na televisão, pelo menos em frente às câmeras. Remete a um quadro semelhante do "Tudo por Dinheiro", em que Fernando Benini fazia o papel de cara-de-pau.

A diferença é que, desta vez, as brincadeiras na rua ocorrem em tempo real com a gravação do programa no palco, e com Silvio Santos podendo interferir. Antigamente, era tudo gravado previamente.

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