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Londres 2002: "Fera" no videogame e fã do Dream Team; conheça novo goleiro da Seleção

A menos de 48 horas da estreia nos Jogos Olímpicos de Londres, a Seleção Brasileira masculina de futebol passou por uma mudança importante. A lesão do até então incontestável titular do gol, Rafael, abriu caminho para Neto, da Fiorentina (Itália), assumir a meta da equipe comandada por Mano Menezes na competição em que o País busca a medalha de ouro inédita. Ao contrário do santista, já campeão da Copa Libertadores da América em 2011, o novo titular terá a oportunidade de, na Grã-Bretanha, se "apresentar" para o torcedor.

Nascido na cidade de Araxá, em Minas Gerais, Norberto Murara Neto começou a carreira no Cruzeiro. Entretanto, ainda com 13 anos, o postulante a goleiro deixou a capital Belo Horizonte para se aventurar em outro Estado. Ainda no início da adolescência, o jovem viajou quase 1.000 km em direção a Curitiba, onde ganhou uma oportunidade no Atlético-PR, clube no qual cresceu, amadureceu e se tornou adulto.

Filho de um goleiro, Neto, ao contrário de outros garotos, nunca se interessou pela fama dos atacantes, responsáveis por estufar as redes e proporcionarem o momento de maior alegria do futebol. O "sangue" herdado pelo pai o fez tomar gosto pela profissão, mesmo enfrentando a saudade da família no Paraná. Somente aos 20 anos (idade de Neymar na atualidade, por exemplo), o atleta conseguiu uma chance entre os profissionais no Atlético-PR.

"Os goleiros sempre são um pouco mais exigidos, pois qualquer falha pode comprometer a equipe toda. Então, acho que a conquista dessa tranquilidade exige, além da confiança no trabalho que está sendo feito, também um pouquinho de tempo", disse o goleiro, em entrevista exclusiva concedida ao Terra, horas depois de ser promovido à maior chance da carreira: a titularidade na Seleção Brasileira.

A paciência citada se tornou a principal virtude de Neto na carreira, especialmente na equipe nacional. Galgado ao posto de dono da meta brasileira na estreia do time nos Jogos Olímpicos, nesta quinta-feira, às 15h45 (de Brasília), em Cardiff, contra Egito, o jogador terá a primeira oportunidade, após dez convocações, de calçar as luvas e entrar em campo com a camisa verde-amarela. Chance que surge justamente em uma competição na qual o País nunca venceu.

Diante dos egípcios no primeiro desafio da Seleção, Neto trabalhará para superar a desconfiança sobre o seu jogo. Na última temporada europeia, o goleiro atuou em apenas três partidas pela Fiorentina, mas não se preocupa com o receio de especialistas e torcedores. "Desde adolescente, quando defini o que queria da minha vida, me empenhei muito, corri atrás das oportunidades e nunca deixei de trabalhar", afirmou.

Embora nunca tenha entrado em campo pela Seleção, Neto já cavou um lugar no grupo de Mano Menezes. As dez convocações o tornaram um atleta acostumado ao clima de Seleção, no qual convive com estrelas do calibre de Neymar, a principal atração da equipe em Londres. A agitação e badalação pelo futebol do País, entretanto, não atingem o tranquilo jogador.

Caseiro e "de família", como se define, Neto possui um talento pouco conhecido dos torcedores, pelo menos é o que garante. "Às vezes, me arrisco no vídeogame também. Tenho alguns 'fregueses' aqui na Seleção, é bom que se diga (risos)", discursou o novo titular da Seleção, que possui, entre suas referências na posição, dois goleiros campeões mundiais.

"Da minha posição, com certeza o Taffarel, que foi um monstro. Também tem o Marcos, o Rogério Ceni e o Fábio, que são ídolos em seus clubes e têm histórias muito bonitas dentro do futebol brasileiro", elogiou o goleiro, que, além de brigar pela medalha olímpica de ouro inédita para o País, quer aproveitar a estadia na competição esportiva mais importante do planeta para curtir o clima dos Jogos.

"Quero conhecer o pessoal do basquete dos Estados Unidos e o Usain Bolt", disse o jogador, que, ao lado dos companheiros de Seleção, já aproveitou o intercâmbio de atletas em uma rápida visita à Vila Olímpica. "Tiramos algumas fotos com os atletas da ginástica e do vôlei. O problema é que nem todo mundo havia chegado. Mas foi bacana conhecer o pessoal e passear por lá."

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