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De Kaká a Messi: saiba quem são os santinhos do futebol

Eles não são vistos em polêmicas, não gostam de encher a cara e nem de sair para a balada. Obedecem rigorosamente as ordens dos técnicos e, se recebem um simples cartão amarelo durante a partida, já ficam com a consciência pesada. Essa é a vida dos bonzinhos da bola. Confira abaixo a seleção dos maiores deles.

KakáA religião sempre ditou a vida de Kaká, tanto dentro quanto fora dos campos. Quando conquistou a taça de melhor jogador do mundo, em 2007, fez questão de doá-la à Igreja que cultuava na época. Para comemorar seus gols, o craque costumava erguer as mãos e apontar para cima. Era tanta bondade que, em 2004, ele foi nomeado embaixador de combate à fome pela ONU. Apesar dos feitos quase santos, Kaká atualmente paga penitências no banco de reservas do Real Madrid.

MessiO melhor jogador do mundo disse que pagaria para voltar a ser anônimo. A postura tímida e introspectiva de Messi em nada parece com as jogadas cinematográficas e os gols geniais que ele faz nos adversários do Barcelona. Os jogadores do time catalão lembram que, quando Messi estreou pelo clube, em 2004, tinha vergonha de conversar com as outras estrelas da equipe. O próprio pai e empresário do craque argentino pensava que Messi não iria longe por conta da timidez. Felizmente para os amantes do esporte, quando ele está com a bola no pé são os adversários que ficam intimidados.

RaíÍdolo são-paulino, Raí tinha comportamento bem diferente do irmão, o agitado e politizado Socrátes: sempre foi muito calmo e centrado, sem se envolver em polêmicas. Uma das curiosidades que o obrigaram a ser ainda mais responsável foi o fato de ter se tornado avô aos 33 anos. Depois que se aposentou, criou um projeto para crianças carentes e começou a integrar uma organização só de atletas que tem como objetivo diminuir as diferenças sociais no país.

CaioOutro antigo ídolo do São Paulo que ganhou fama de bom moço é Caio Ribeiro. Ele era tão gente fina que conseguiu sair do tricolor paulista e seguir para Santos, Flamengo, Fluminense e Botafogo sem tirar do sério as torcidas de cada uma dessas equipes. Até mesmo no atual cargo de comentarista, Caio mantém a coerência e a fala serena, coisa atípica para jornalistas que cobrem futebol.

Juninho PernambucanoA cara de certinho não engana: Juninho é, de fato, um bom moço. Prova disso é o retorno ao Vasco depois de uma excelente passagem no Lyon que poderia muito bem ter sido sua despedida do futebol em alta classe. Aos 36 anos, o craque topou nada mais, nada menos do que um salário mínimo para defender o clube que sempre foi sua paixão.

JuanDepois que fechou contrato com o Internacional, o zagueiro Juan recebeu uma proposta do Flamengo. Muito polido, ele pediu desculpas ao clube rubro-negro e disse que a torcida colorada já o esperava. A educação de Juan não desaparece nem mesmo quando ele está defendendo a área: sempre muito técnico e preciso, ele é capaz de se livrar do ataque adversário com categoria.

DidaNeste ano, o Corinthians disputou uma partida contra a Portuguesa e Dida, atual goleiro da lusa, foi recepcionado com festa pela Fiel, feito que só os craques conseguem. A tranquilidade de Dida foi comprovada em 1999, quando ele protagonizou um duelo com outro bonzinho dos campos, o Raí. O goleiro se deu melhor e defendeu dois pênaltis do craque são paulino, que ficou fora de si e acertou a perna de Dida.

WeahÚnico jogador africano a ganhar o prêmio de melhor jogador do mundo, George Weah também bate um bolão fora dos gramados. Ele foi nomeado embaixador da Boa Vontade pela Unicef por conta de suas ações humanitárias e políticas. Em 1996, bancou do próprio bolso os custos para que a seleção da Libéria participasse da Copa Africana de Nações. O último gol de placa do craque foi a candidatura à presidência do seu país.

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