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Ex-Real Madrid, promessa de R$ 47 milhões sofre com desemprego

Drenthe, 25 anos, encerrou contrato com o Real do Madrid e está sem clube
Eleito o melhor jogador do Campeonato Europeu Sub-21 de 2007, o holandês Royston Drenthe chegou ao Real Madrid no mesmo ano credenciado como uma promessa. Cinco anos depois, o lateral e meia esquerdo, 25 anos, viu o contrato com o clube encerrado em 30 de julho e sofre com o desemprego.

Nesta quarta-feira, o jornal catalão Sportfala sobre a situação em seu site com uma nota titulada "Drenthe não encontra trabalho". O diário lembra que alguns clubes turcos e gregos se interessaram pelo holandês no atual mercado de transferências, mas nada de oficial se concretizou. Sem clube, o jogador bateu às portas do Feyenoord, segundo o diário, mas a entidade de Roterdã, a mesma que o revelou, não aceitou a volta.
As últimas temporadas não foram fáceis para o rápido jogador que pode atuar tanto na lateral esquerda quanto mais avançado. Após ser campeão europeu Sub-21 pela Holanda em 2007, ele foi contratado pelo Real Madrid por 14 milhões de euros (R$ 46,9 milhões, de acordo com a cotação atual) e estreou muito bem no time, conforme lembra o jornal Marca, marcando um gol na partida de volta da Supercopa da Espanha, na derrota por 5 a 3 para o Sevilla.
Sob o comando do alemão Bernd Schuster, Drenthe disputou 18 partidas do Campeonato Espanhol de 2007/08, do qual o Real Madrid foi campeão, porém pouco a pouco foi perdendo espaço para o brasileiro Marcelo, contratado do Fluminense também em 2007.
Na sequência, quando o treinador já era o espanhol Juande Ramos, o holandês começou a dar mostras de sua "extravagante vida esportiva", segundo define o Marca, pedindo dispensa de algumas partidas depois de ser vaiado pela torcida em um encontro com o Deportivo La Coruña.
Sob a direção do chileno Manuel Pellegrini, Drenthe teve ainda menos tempo de jogo e protagonizou mais incidentes extracampo - como a perda de uma joia de diamantes em pleno treinamento.
Quando o português José Mourinho chegou ao Real, em 2010, rapidamente optou pela cessão do holandês, que foi emprestado ao Hércules e, depois de um bom início, que o levou inclusive a estrear pela seleção principal de seu país, caiu de rendimento.
Outros episódios polêmicos - foi multado por circular com seu veículo a 160 km/h e ignorar seis sinais vermelhos em Alicante e decidiu tomar uma semana a mais de folga durante o Nadal - minaram a importância no clube, pelo qual praticamente não atuou mais até o fim da temporada.
Na volta ao Real Madrid, Drenthe foi novamente cedido, desta vez ao Everton. O atleta iniciou bem a trajetória na Inglaterra e chegou a somar 27 partidas seguidas disputadas entre todas as competições. Tudo ia bem até março passado, quando o técnico David Moyes lhe concedeu uma folga especial - ele se reincorporou ao elenco mais tarde do que o previsto, em uma indisciplina que o fez perder espaço na entidade de Liverpool.
Mesmo livre do contrato com o clube espanhol, o holandês ainda não conseguiu encontrar uma nova equipe. Segundo o Marca, o Besiktas e o PAOK se interessaram pelo lateral e meia, mas as tratativas não se concretizaram. Rejeitado também pelo Feyenoord, a promessa que um dia custou 14 milhões de euros parece ter as portas fechadas no futebol europeu.

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