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Corpo de Regina Dourado é velado em Salvador

Velório de Regina Dourado no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador

Amigos, familiares e admiradores da atriz Regina Dourado participam do velório da atriz no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, na tarde deste sábado (27). A família abriu a cerimônia ao público, que pode se despedir pessoalmente da atriz que morreu nesta manhã no Hospital Português, na capital baiana.
 
Repercussão

A morte da atriz Regina Dourado na manhã deste sábado (27) repercutiu entre a classe artística. A cantora baiana Daniela Mercury disse lamentar a morte da conterrânea, com quem teve a oportunidade de compartilhar alguns momentos.
 
"Regina era uma amiga querida com quem eu tive a chance de conviver. Era uma mulher forte, que tinha um coração enorme, e foi uma guerreira, uma mulher corajosa", disse Daniela.
 
A cantora também comentou sobre o câncer de mama descoberto pela atriz em 2003, doença que, apesar dos tratamentos, retornou e se agravou, provocando metástase. Segundo familiares, Regina Dourado morreu de falência múltipla dos órgãos neste sábado.
 
"Foram anos de muita luta. Sinto muito a perda dela, fiquei muito triste com a notícia. Era uma atriz baiana que nos orgulhava muito, que se destacou nacionalmente e tinha um talento tamanho. Vou sentir saudade", Daniela Mercury. Entre os momentos que as duas conviveram estão as diversas passagens de Regina Dourado como convidada no camarote de Daniela Mercury no carnaval de Salvador.
 
Despedida
Regina Dourado em 'Tropicaliente', da TV Globo
 
A família de Regina Dourado realiza um velório na tarde deste sábado (27), no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. A cerimônia é aberta ao público.
 
Regina Dourado morreu às 11h20 deste sábado, aos 59 anos. Ela lutava contra um câncer descoberto em 2003 e estava internada há uma semana em estado grave no Hospital Português, na capital baiana.
 
A unidade de saúde informou por meio de nota que a morte da paciente se deu "em decorrência da evolução de um tumor maligno de mama".

Segundo o irmão da atriz, Oscar Dourado, uma missa será realizada às 15h de domingo (28), também com acesso livre aos fãs e admiradores, no cemitério Jardim da Saudade. Depois, o corpo será cremado, às 16h30, em cerimônia privada aos familiares. "O velório e a missa são públicos e quem quiser se despedir dela pode ir ao cemitério", disse Oscar. Regina deixa um filho, Leonardo Dourado.

Na terça-feira (23), Oscar Dourado afirmou em entrevista que a família queria "garantir uma partida confortável" para Regina.
 
Outro irmão da atriz, Paulo Dourado, falou na tarde de terça que "o momento é difícil para toda a família". Paulo comentou também que a família quer ficar rodeada apenas com amigos.
 
Saúde

Regina Dourado descobriu um câncer de mama em 2003, quando iniciou um tratamento. Ela se submeteu à cirurgia para a retirada do primeiro nódulo. Em dezembro daquele ano, a atriz falou, em entrevista à TV Bahia, sobre a descoberta da doença. “O momento da notícia é terrível, fica uma perplexidade. Eu achei que eu nem cheguei a ter consciência da gravidade naquele momento. Eu fiquei muito mais perplexa do que qualquer coisa, meio perdidona”, disse na época.
 
Depois de enfrentar tratamento de quimioterapia e radioterapia, Regina conseguiu se recuperar da doença e voltou a atuar no teatro e na televisão.

Segundo parentes, em 2010, descobriu um segundo nódulo no outro seio e fez nova cirurgia para retirada da mama e dos gânglios axilares. No último ano, a atriz enfrentava o tratamento com dificuldade.
 
Segundo a família, ao longo dos anos, a doença se agravou e se espalhou por outros órgãos do corpo, quando houve metástase.
 
Depois que ela foi para o hospital no sábado (20), parentes disseram que não tinham mais esperança de recuperação. "Estamos esperando o coração parar de bater", disse o irmão Oscar.
 
Carreira

Regina Maria Dourado nasceu em 22 de agosto de 1953, na cidade de Irecê, no interior da Bahia. Aos 15 anos, começou na "Companhia Baiana de Comédias".
 
Estudou canto e participou do Grupo de Dança Contemporânea da Universidade Federal de Bahia, do Coral Ars Livre e do Grupo Zambo. Ela estreou na TV durante o especial "A Morte e a Morte de Quincas Berro D'água", dirigido por Walter Avancini em 1978.
 
A atriz atuou nas novelas "Pai Herói" (1979); "Cavalo Amarelo" (1980) (Bandeirantes); "Pão Pão, Beijo Beijo" (1983) quando voltou para a Globo e ganhou sua primeira grande personagem em novelas como Lalá Serena; "Roque Santeiro" (1985); "Felicidade" (1991), "Renascer" (1993); "Tropicaliente" (1994); "Explode Coração" (1995) (Globo); "Rei do Gado" (1996); "Anjo Mau" (1997); "Andando Nas Nuvens" (1999); "Esperança" (2002); "Seus Olhos" (2004) no SBT; "América" (2005) (Globo); "Bicho do Mato" (2006-2007) (Record), e seu último trabalho na televisão na novela "Caminhos do Coração" (2008), na Record.
 
Em "Explode Coração", da autora Glória Perez, Regina contracenou com o ator Rogério Cardoso. Eles fizeram o casal Lucineide e Salgadinho, que garantiu momentos cômicos à trama com o bordão “Stop, Salgadinho!”, reconhecido pelas ruas do país.
 
Entre seriados e minisséries, participou de "Lampião e Maria Bonita" (1982); "O Pagador de Promessas" (1988); "O Sorriso do Lagarto" (1991); "Tereza Batista" (1992).
 
No teatro, Regina Dourado atuou em "Vidigal"; "Memórias de um Sargento de Milícias"; "Declaração de Amor Explícito"; "Rei Brasil 500 Anos"; "Uma Ópera Popular"; "Tratado Geral da Fofoca"; "Paixão de Cristo" (2011 e 2012 – Salvador) no papel de "Maria, mãe de Jesus".
 
Já no cinema, a atriz fez participações em "Sandra Rosa Madalena" (1978) como uma cigana dançarina, em "Amante Latino" (1979); cantou para a trilha sonora de "O Encalhe – Sete Dias de Agonia" (1982); "Baiano Fantasma", em 1984; "Tigipió – Uma Questão de Amor e Honra", (1986); "Corpo em Delito" (1990); "Corisco & Dada" (1996); "No Coração dos Deuses" (1999); "Espelho D`água – Uma Viagem no Rio São Francisco" (2004).
 
No carnaval de 1997, em Salvador, a atriz participou de uma homenagem ao escritor baiano Jorge Amado interpretando o papel de Tieta, ao lado de artistas como Gilberto Gil, Maria Betânia e outros.

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