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Eliminatórias - América do Sul: Messi perde gol claro, e Argentina fica no 1 a 1 com a Bolívia em La Paz

Messi tem atuação regular: participação do gol argentino, mas perde chance clara
Poderia ser o jogo que faria Messi ultrapassar o número de gols de Maradona pela seleção nacional. Também era uma partida que assombrava a Argentina com a lembrança dos 6 a 1 sofridos em seu último jogo em La Paz, em 2009. Mas nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Os “hermanos” encararam bem a altitude de 3,6 mil metros e empataram por 1 a 1 com a Bolívia, nesta terça-feira, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2014.

Messi foi no máximo regular. Perdeu uma chance clara, perto do fim da partida. Com isso, segue a dois de Maradona - 34 a 32. Mas o camisa 10 participou da jogada do gol argentino, marcado por Banega. Marcelo Moreno, atacante pouco aproveitado no Grêmio, fez para a Bolívia. O resultado levou a Argentina, líder isolada da classificatória na América do Sul, aos 24 pontos. Os bolivianos, com apenas nove, são os penúltimos.

Pelo alto

Já que está lá em cima mesmo, o negócio é atacar pelo alto. Nos 3,6 mil metros de altitude de La Paz, Bolívia e Argentina encontraram seus gols em jogadas aéreas no primeiro tempo. Foi um período de predomínio do time de casa – com mais presença ofensiva, mais capacidade de tramar jogadas, mais alternativas de gol. Os visitantes usaram o contra-ataque para alcançar uma igualdade que esteve além do merecimento deles.

A Argentina conseguiu equilibrar os primeiros dez minutos de jogo. A partir daí, deu Bolívia. Sucederam-se oportunidades: Bejarano ficou frente a frente com Romero dentro da área, mas parou no goleiro; Marcelo Moreno arriscou de longe, mas o arqueiro pegou; Saucedo recebeu livre na área, mas cabeceou para fora. O “mas” saiu da cartilha boliviana aos 25 minutos. Chumacero apareceu bem pela direita e mandou cruzamento preciso para Marcelo Moreno. O atacante do Grêmio venceu a zaga rival e deslocou Romero de cabeça: 1 a 0.

O gol obrigou a Argentina a reagir. E aí apareceu Di María. Ele teve duas chances – um cabeceio e um chute, ambos para fora. Antes, deixara Palacio na cara do gol, e o atacante perdeu. Messi, aos poucos, também foi crescendo na partida. E o despertar do camisa 10 não costuma ser bom sinal para o adversário. Aos 43 minutos, ele conduziu a bola pelo meio e abriu na esquerda para Clemente Rodríguez, que centrou na cabeça de Banega. Ela desviou no canto esquerdo de Galarza. A bola entrou mansinha, quase engatinhando. Era o empate “albiceleste”.
 
Messi perde chance clara

A Bolívia repetiu a soberania do primeiro tempo na largada da etapa final. Dominou os primeiros dez minutos, até com chances de marcar – chute colocado de Marcelo Moreno, finalização torta de Saucedo, conclusão de Marvin Bejarano desviada pela zaga. A Argentina, quando respondeu, assustou. Banega bateu colocado, buscando o ângulo, e obrigou Galarza a espalmar.

A superioridade boliviana jamais foi transformada em pressão. Pelo contrário. A Argentina conseguiu equilibrar o duelo e ficou em vias de virar. E com Messi. Primeiro, o camisa 10 bateu falta com muito perigo, forçando o goleiro boliviano a mais uma defesa complicada. Depois, o craque do Barcelona recebeu livre na área, frente a frente com Galarza, mas chutou nas mãos do salvador boliviano.

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